Olhar
"Ao nascer eu não estava acordada, de forma quenão vi a hora.Isso faz tempo.Foi na beira de um rio.Depois eu já morri 14 vezes.Só falta a última.Escrevi 14 livros E deles estou livrada.São todos repetições do primeiro.Posso fingir de outros, mas não posso fugir de mim.Já plantei dezoito árvores, mas pode que só quatro.Em pensamento e palavras namorei noventa moças,mas pode que nove.Produzi desobjetos, 35, mas pode que onze.Cito os mais bolinados: um alicate cremoso, um abridor de amanhecer, uma fivela de prender silêncios, um prego de farfalha, um parafuso de veludo, etc, etc.Tenho uma confissão: noventa por cento do que eu escrevo é invenção; só dez por cento que é mentira.Quero morrer no barranco de um rio:- sem moscas na boca descampada!
(Manoel de Barros)
Isto é viver, minha
gente!Escrever, dizer para si
próprioSó isso importa!Nossos compromissos, não com ele
ou ela, mas com a vida.Dirija com atenção a estrada, que é sua. Você
pode escolher atalhos ou um caminhos mais longo. Qual deles é o certo? Não
existe certo. Existe o que você percorre feliz buscando aprender.Conecte-se com a vida.É bela, mas é curta.


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